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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Fato!

Por: Rodrigo de Moraes Pinheiro - em: http://menteintrinseca.blogspot.com/2011/09/fato.html



Para!
Chega!
Descanso!
Ar pra respirar!
Cansei de ser forte,
Quero fraquejar e chorar;
Quero um ombro pra molhar.
Meu travesseiro está mais duro?
Quem sabe a cabeça mais pesada?
A mente é um rio de idéias desordenadas;
Um turbilhão de sentimentos, como identificar?
Penso tudo ao mesmo tempo, não tenho como parar,
Quero entender cada Sentimento, cada fração de pensamento.
Pra que pensar se posso apenas parar e aproveitar?
Quero entender, mas seria melhor não analisar;
Existem coisas que nunca serão explicadas,
Tem idéias que precisam ser paradas.
Meus sentimentos interrompidos
E Alguns laços, Rompidos
Preciso estar mais forte
Parar para respirar.
Assim Relaxar.
Com Calma.
Devagar.
Parar.



quinta-feira, 21 de julho de 2011

Carta ao Amigo

Por: Rodrigo Soares

Amamos tanto que queremos explicar
Dizemos tudo que sabemos pra demonstrar amor e carinho
Mas no fundo, a únic apalavra que pode explicar é Amor.

Amigo você me completa nos momentos sombrios,
me anima em momentos que estou pra baixo,
me faz entender que a vida não é perfeita
todas as vezes que me mostra sua imperfeição sem medo.

Você confia em mim não apenas ao me contar o que dói,
o que ninguém sabe, ou ser um dos selecionados
a estar no mais íntimo lugar do teu coração.Confia,
ao se abrir sem medo, sem receio, sendo apenas você,
sendo quem eu amo mesmo com defeitos mil.

Aquele momento em silêncio em que muitos se incomodam,
lembramos com sorriso de orelha a orelha, afinal
"o Silêncio é o ápice da intimidade!"

De você eu sempre me lembro, e lembrarei quando velho for,
por ter moldade meu caráter com teu amor que nunca foi pedido,
e por isso não sei deixar de te amar.
Te amo apenas por isso. Nunca me pediram, mas só aumenta
quando vejo o tempo passar!

Te escrevo não apenas pra lhe dar os parabéns e dizer que sou teu amigo.
Te escrevo pela falta de uma única palavra que justifique meu sentimento e meu texto.
Te escrevo, por ser teu amigo!



Fonte: http://apenasexpressao.blogspot.com/

quarta-feira, 11 de maio de 2011

desespero da piedade

Meu senhor, tende piedade dos que andam de bonde
E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos...
Mas tende piedade também dos que andam de automóvel
Quando enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção.

Tende piedade das pequenas famílias suburbanas
E em particular dos adolescentes que se embebedam de domingos
Mas tende mais piedade ainda de dois elegantes que passam
E sem saber inventam a doutrina do pão e da guilhotina.

Tende muita piedade do mocinho franzino, três cruzes, poeta
Que só tem de seu as costeletas e a namorada pequenina
Mas tende mais piedade ainda do impávido forte colosso do esporte
E que se encaminha lutando, remando, nadando para a morte.

Tende imensa piedade dos músicos dos cafés e casas de chá
Que são virtuoses da própria tristeza e solidão
Mas tende piedade também dos que buscam silêncio
E súbito se abate sobre eles uma ária da Tosca.

Não esqueçais também em vossa piedade os pobres que enriqueceram
E para quem o suicídio ainda é a mais doce solução
Mas tende realmente piedade dos ricos que empobreceram
E tornam-se heróicos e à santa pobreza dão um ar de grandeza.

Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos
Que em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão
E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão
Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe onde vão...

Tende piedade dos barbeiros em geral, e dos cabeleireiros
Que se efeminam por profissão mas que são humildes nas suas carícias Mas tende mais piedade ainda dos que cortam o cabelo:
Que espera, que angústia, que indigno, meu Deus!

Tende piedade dos sapateiros e caixeiros de sapataria
Que lembram madalenas arrependidas pedindo piedade pelos sapatos
Mas lembrai-vos também dos que se calçam de novo
Nada pior que um sapato apertado, Senhor Deus.

Tende piedade dos homens úteis como os dentistas
Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer
Mas tende mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia
Que muito eles gostariam de ser médicos, Senhor.

Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos
Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão
Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes
Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.

E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tende píedade das mulheres Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres
Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres
Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!

Tende piedade da moça feia que serve na vida
De casa, comida e roupa lavada da moça bonita
Mas tende mais piedade ainda da moça bonita
Que o homem molesta – que o homem não presta, não presta, meu Deus!

Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais
Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação
E sonham exaltadas nos quartos humildes
Os olhos perdidos e o seio na mão.

Tende piedade da mulher no primeiro coito
Onde se cria a primeira alegria da Criação
E onde se consuma a tragédia dos anjos
E onde a morte encontra a vida em desintegração.

Tende piedade da mulher no instante do parto
Onde ela é como a água explodindo em convulsão
Onde ela é como a terra vomitando cólera
Onde ela é como a lua parindo desilusão.

Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas
Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade
Mas tende piedade também das mulheres casadas
Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.

Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas
Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas
Mas que vendem barato muito instante de esquecimento
E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.

Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas
De corpo hermético e coração patético
Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçada
Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas.

Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade.

Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras
Que são crianças e são trágicas e são belas
Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam
E que têm a única emoção da vida nelas.

Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse
Ter piedade de si mesma e de sua louca mocidade
E outra, à simples emoção do amor piedoso
Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.

Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas
A vida fere mais fundo e mais fecundo
E o sexo está nelas, e o mundo está nelas
E a loucura reside nesse mundo.

Tende piedade, Senhor, das santas mulheres
Dos meninos velhos, dos homens humilhados – sede enfim
Piedoso com todos, que tudo merece piedade
E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!

Por: Vinicius de Moraes

terça-feira, 5 de abril de 2011

Momentos

Por: Rodrigo de Moraes Pinheiro

 De vez em quando, me bate uma tristeza,
Sem motivo, sem clareza. chega antes que eu perceba.
Não machuca,não me mata,
Mas sempre e sem exceção,
Da vida um pouco me afasta,
Me leva à solidão.

Momentos que me sinto incapaz, 
De fazer algo a mais, lutar pela minha paz

Nesses momentos...
Necessidades são esquecidas e compromissos desfeitos.
Levantar de uma cama aquecida, torna-se um grande feito.
Paro no tempo, me esqueço de tudo,
Por mais um momento desligo do mundo,
Me isolo em minha mente, 
Alí fico eternamente.

Na eternidade desse momento. que parece não ter fim.
Tempo eu tenho de sobra, uso-o para olhar para mim.
Sem noção de tempo nem de necessidades.
Por esse momento, perco minhas vontades.

Parece estranho.
Porém, é momentâneo.
Num instante, tudo muda,
Meu rumo se arruma,
Da tristeza, me desfaço,
Me fortaleço e me refaço.
Meus momentos.

São apenas meus momentos.
Olho para o que acaba de se tornar passado,
Um passado que fora ultrapassado, 
Como se fosse um troféu!

Num momento que de tão singelo
Chega a ser cruel.

terça-feira, 22 de março de 2011

O BICHO

o bicho vivia na mata; livre, selvagem, indomado
caçando se tinha fome, dormindo se tinha sono, copulando quando no cio
o bicho era bicho solto

um dia, um pedaço de carne numa clareira, e o bicho seduzido
o bicho era sorrateiro, apanhava a barganha e fugia rápido, quase imperceptível
e todo dia ele voltava naquele lugar
e todo dia havia pedaço de carne mais suculento que o anterior
conquistado pela oferta fácil e cada vez mais abundante
o bicho abriu a guarda
o bicho acostumou

o bicho foi aprisionado

colocaram-no numa gaiola
tiraram-no do seu mato
reproduziram seu ambiente em plástico
naquele zoo
o bicho estava para ser visto
o bicho estava domado
o bicho era bicho cativo

dia após dia gente passava pelo seu cárcere
olhavam-no com curiosidade, ofereciam-lhe alimento
esperavam ansiosamente o momento
em que o bicho fosse bicho
tão agradável e seguro que ele fosse bicho dali de dentro!
que deleite aquelas barras de ferro, que maravilha, finalmente temos o bicho!

mas o bicho, murcho. sem vida. sem cor.
sem saber se ainda era bicho, ou se era artefato

“queremos ver o bicho rugir!”- diziam
e o adestrador cutucava o bicho, espezinhava o bicho, provocava o bicho
o bicho rugia, toda a gente aplaudia
davam-lhe mais uma porção, e passavam adiante
o próximo bicho, o próximo habitat inventado


e ficou assim até o seu fim
criado domesticado, esperando uma mão entre as grades,
um pedaço de carne e um agrado,
alguém qualquer que quisesse seu rugido murcho de bicho- espetáculo.



"O bicho, meu Deus, era um homem."
Manuel Bandeira

fonte: http://www.pitty.com.br/blog.php

terça-feira, 15 de março de 2011

Um Sentido Esquecido no Peito...

Por: Rafael Campos

Existe uma reação que ocorre em meu Peito
um coração esquecido com o imperfeito.
                    Que ainda chora por ti docemente
                    esperando ser plantada a semente.
Tento amansa-lo calmamente
Por entre estas vias que ficam e mentem,
                    E observando durante nossa vida
                    Ele, que sobre você nem sabe como fica,
Nada de nós fica aqui
Neste caderno contado sem ti,
                    Tem horas que passa
                    e a tua folha se amassa,
Percebo bater em meu peito
uma saudade que de fato tem jeito,
                    Já passou da hora
                    mas não quero ir embora,
Esqueça do tempo
faça um remendo,
                    Ficou esquecido no Peito
                    um sentimento perfeito,
é o amor
e por que será que rima com dor?
                    imperfeito sou
                    mas para ti aqui estou,
quero plantar lentamente
sim, aquela semente,
                    fruto de pessoas das vias que mentem
                    e mentem pela dor que sentem,
por isso, ele(coração) nem sabe como fica
poderia sequer amar a vida?
                    não podemos ignorar esse sentimento
                    nem condenar por outros sangramentos
a hora já passou
e o caderno sua folha desamassou
                    quem nunca amou?
                    não vale as coisas que levou?
já vou embora
está na hora,
                    Lembre do Tempo
                    e vá correndo,
não esqueça do que está no peito
o Amor é Perfeito!

                                  (Rafael Campos - 13/03/2011)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Amor Constrangedor

Por: Camarada Trigo

No momento em que te viPela primeira vez,Senti algo estranhamente novo.Algo que me fez para e refletirQuem eras tu?Por que me fizeste sentir tais coisas?Como poderia expressar essas emoções para ti.

Ver teus lindos olhos,
Claros como rios,
Suplicando uma companhia,

Teu sorriso incompleto,
Que me transformou no primeiro instante
Em que tu me sorriste,
Por um ao tão simples e constrangedor.

Neste dia em que te vi,
Em uma praça no centro de alguma metrópole,
Abraçando os joelhos, tentando se esquivar do frio.

Seus pequenos e tão frágeis braços,
Sendo utilizados como aquecedor
Para que não tivesse uma hipotermia
E não sucumbisse ao fático e hostil mundo

Este mundo que te deixou onde está
Sendo indiferente com sua dor e sofrimento
Fingindo que tu não existisses

Só espero que um dia,
Como tu fizeste comigo,
O mundo também pare de ser indiferente
E comece a amar a você e seus “irmãos”

Pois no dia em que te vi,
Caro amigo morador de rua,
Senti-me responsável por ti.

Espero que na próxima vez em que eu te veja
Em qualquer outra metrópole ou cidadela,
Não fique só no olhar,
Como agi no nosso ultimo encontro

Espero que me sinta tão constrangido
Para que eu possa te ajudar de alguma forma
Mesmo que seja com uma franca conversa

Pois sei que uma coisa que vocês também necessitam,
São amigos fora de vosso mundo.



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como hoje é o dia da poesia, meu post será uma (faz tempo que eu não fazia uma destas)