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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sentimento de amizade

Por: Rodrigo de Moraes Pinheiro


A vida sempre nos separa surpresas. Engraçadas, trágicas, boas ou ruins.
Coisas acontecem aleatoriamente, são acasos que precisamos aprender a conviver, e nem temos como nos preparar, mas precisamos sempre nos adaptar, pois ninguém tem controle sobre isso.
Tem um tipo de surpresa que é especial, que não está ligada a aleatoriedade da vida, pessoas nos surpreendem, e dependendo da surpresa, pode ser trágica ou deliciosa.
Ser surpreendido pelo caráter, pela forma que te tratam, por você esperar uma atitude e receber outra totalmente contrária. É gostoso ter essas sensações, e isso só se consegue entre amigos.
Como se você se sentisse só, e num pulo a solidão se vai, como se assustada com a surpresa, a solidão fugisse.
Não sei bem aonde quero chegar com essa carta, e nem espero chegar a algum lugar, mas a escrevo de coração aberto pra pessoas que surpreendentemente eu confio. Digo com uma caneta ou num teclado o que não consigo expressar com a voz.
Chorei!, Chorei mesmo, mesmo tendo tentado segurar, engolir e disfarçar. Me sinto um idiota por ter pessoas que merecem meu choro, e eu querer esconder isso, seja por timidez, vergonha, não sei.
Só sei que hoje não me sinto tão sozinho, Deus está comigo e ele se manifesta na presença e na atitude de vocês. O meu Deus, fala palavrão, me zoa, conta piada, da risada, namora, xinga, tem raiva, chora...
Meu Deus vai estar comigo, seja eu precisando, ele precisando de mim, ou sem necessidade alguma,  ele estará comigo simplesmente pela companhia.
Basta eu estar entre amigos. 
Camilo Oliveira - Nadi(ane) Sobral - Lincoln Sena - Camila Montino - Amigos que eu sei que posso contar. Família que eu pude escolher


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Parabéns à vocês

Por: Rodrigo de Moraes

Domingo dia 25 de setembro de 2011... Meu aniversário. 

Fiz coisas rotineiras, que faço todos os domingos... Pelo menos até onde consegui.

Fui ao shopping, me presenteei, almocei uma bela de uma lasanha acompanhada de uma cerveja de trigo bem geladinha.
Fui pra casa, recebi vários telefonemas, recados, mensagens, e-mails, cartas, telégrafo, sinal de fumaça... E passei uma boa parte da tarde respondendo a essas “parabenizações”, uma por uma. (ainda estou respondendo)
A gente começa a reparar como cada pessoa passa por sua vida e deixa um tipo de “legado”.
Não consigo responder genericamente a todas as parabenizações (uma ou outra sim né), pois cada um tem um valor diferente, nem que seja só uma certa palavra, que sempre me remete a lembranças.
Eu sempre tive muitos apelidos, e conforme vou lendo estes recados, pessoas me chamando por estes apelidos, vou me lembrando de cada momento, o exato momento em que surgiram esses apelidos, da voz da pessoa os dizendo.
Percebo que eu não seria o que sou hoje se não fosse cada uma dessas pessoas, desde as que passaram rapidamente pela minha vida, até as que me acompanham até hoje.
Ser chamado, de Branco, Loiro, Kasper, Bethoven, Perdiga, Salsicha, Rod, mesmo de Rodrigo... Lembro-me de cada momento com essas pessoas. Se não lembro pela memória, lembro pelos valores, lembro pela pessoa.
Sou o que sou por causa delas, e só vou evoluir caso eu me infecte com novos valores e idéias.
É melhor caminhar quando se tem pessoas para te alertar da pedra que você não viu.

Com o tempo a gente percebe que valorizar pessoas é também valorizar a nós mesmos.

Então meus amigos, Parabéns a Vocês, por me tornarem o que sou.

Rodrigo - Atualmente Perdiga

domingo, 18 de setembro de 2011

O campo de batalha.

Por: Rodrigo de Moraes


Meu campo de batalha está em paz,
O rio está límpido, seguindo seu fluxo natural.
A fumaça já se dissipou, o ar esta leve.
Os mortos já foram enterrados com suas devidas memórias preservadas;
Suas lápides estão talhadas com palavras simples.
Os feridos já saíram da enfermaria, limpos, voltaram pra suas famílias;
Abraçam seus filhos e recebem um beijo de suas esposas.
Fim de guerra.

Meu campo de batalha se torna assim uma campina extensa e verde;
O mato é rasteiro, e o vento aconchegante;
O sol e a chuva o deixa como um gramado bem cuidado.
No meu campo de batalha, hoje correm animais e seus filhotes. Brincam, vão até o rio que corta o campo, saciam sua sede próximo a flores que nascem às margens do mesmo.


Meu campo de batalha se tornou um ponto de descanso.
Ali há lazer, é um local onde se tem paz.
A guerra finalmente está encerrada...

Sei que algum dia que novas batalhas serão travadas alí;
Este campo se tornará amargurado e vermelho novamente;
Terá uma densa neblina cobrindo toda sua extensão impedindo o calor do sol.
Até que o vento o recupere, o sol volte a brilhar, a chuva o alimente;
e também voltará a ser descanso.

Assim minha vida anda, em ciclos que se repetem, cabe a mim aproveitar o melhor de cada parte do ciclo.
Ciclo este que alguns chamam de destino.
Posso cercar este campo, fechá-lo com grades para que ninguem o maltrate novamente, mas, se eu fizer isso o campo será solitário.
E ao estar sentado ao pé de uma das poucas arvores que existem alí, nunca poderá aparecer alguem para aproveitar junto essa paz.
Aproveitarei enquanto o meu campo dá o seu melhor, sem fechá-lo para novas possibilidades.

Quem sabe um dia o ciclo se quebre...
Esperança.

Dedico este texto a alguns amigos que me mostram que é preciso seguir em frente sem abandonar o que é belo. nossa essência não deve ser alterada por fatores externos, as guerras não podem tirar o que o seu campo tem de bom a oferecer.
Abraços Especiais a Camilo Oliveira, Camila Montino, Silas Duarte Lima e Villy Fomin.


terça-feira, 26 de abril de 2011

O Espelho da Vida

Por: H "Helder" Oliver


Ontem, pude me ver... Estava com saudade...

A vida acaba sendo um grande espelho, não um espelho da nossa aparência, mas um espelho da nossa alma e de quem um dia fomos... Um grande espelho do tempo...

Ontem eu pude ver... O eu de 2 anos atrás... Me vi nas lagrimas dos meus amigos... lagrimas que eu um dia também derramei...

Quando me pergunto sobre Deus, eu nunca tenho a resposta na hora... Mas vejo que estava procurando a resposta no lugar errado. Deus não esta só na alegria, não esta só na natureza, não estava só nas coisas boas... Posso dizer que encontrei Deus no sofrimento, em uma lagrima chorada e sofrida. Pois é ali, no pranto, que Deus de fato se mostra...

Mas não vi Deus quando eu chorei, vi Deus no lagrima do outro...

Ontem eu pude me ver... Ontem eu pude ver Deus...

Sei que hoje eu não posso me ver, pois ainda estou fazendo o presente. Mas gostaria que um dia, quando ter a chance de olhar no espelho da vida de novo, possa ver Deus mais uma vez...

Ontem eu pude me ver... E vi que Deus estava comigo...

Espero ver Deus um dia de novo, estou com saudade...

Sou grato a Deus pela vida do Cassio Felipe, inspiração para o texto. Obrigado por permitir me ver em você.

o/

Ps.: eu sei, viajei na maionese... ficou incoerente, mas foi de coração