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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

a ratoeira

Por: autor desconhecido (recebi este texto por e-mail e não tinha fonte)


Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!!
 A galinha:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco: - Há ratoeira na casa !
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
 O rato dirigiu-se à vaca: - Há ratoeira na casa!
- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado.
No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos!

PS.: excelente fábula para ser divulgada principalmente na família e em grupos de trabalho!
"Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos. "




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Rascunhos de uma vida.

Por: Rodrigo de Moraes Pinheiro


Ali estava Arnaldo, o céu azul acima dele, com horizonte em seu olhar, pedras soltas aos seus pés, e 5 centímetros a frente um precipício de 40 metros de altura.
Ele estava ali parado, olhando aquele fim de tarde de sol, com um vento forte e gelado batendo em suas costas, quase que como uma mão o empurrando. 
Arnaldo estava ali, mas seus pensamentos não...


Seus pensamentos estavam no filho com o qual adorava jogar futebol
Em sua esposa dormindo, com a boca levemente aberta como sempre fazia.
Em seus amigos de faculdade, época em que aproveitou melhor a vida.
Arnaldo havia se tornado um rapaz de sucesso, tinha um bom emprego e seu chefe o adorava. Era esforçado no seu trabalho. Por conta desse esforço todo conseguiu um bom montante, tinha sossego financeiro.
Seu único filho tinha tudo o que ele não teve na infância.
Sua mulher tinha tudo o que ela queria.
Sua família tinha tudo, menos o Arnaldo, que vivia trabalhando.

Agora tudo se fora,
Sua mulher o deixou, seu filho estava preso por tráfico, Arnaldo não sabia como agir, seus amigos começaram a sumir, diziam que ele era cego e surdo.
A Vida passou por Arnaldo, mas Arnaldo não passou por ela.

E agora ali estava Arnaldo, parado, lendo os rascunhos de sua vida, sentindo o vento.
Ninguém por perto, ninguém para puxá-lo de volta.
Ali estava Arnaldo, com suas lágrimas, com seus joelhos fraquejando, num súbito ganhou força, abriu seus braços, os joelhos ficaram firmes, sua garganta explodiu com um grito de alívio, um grito que se silenciou subitamente.... Logo após, num impacto ouviu-se um barulho de bater de asas, como se centenas de pássaros saíssem de seus ninhos, até que se aquietaram e um silêncio triste se fez.
Ali estava Arnaldo, mas sua vida não... Ela voara como uma folha de rascunho.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O jovem, o cavaleiro e a Dama M.

Por: H Oliver



 Essa noite eu dancei com Dama Morte... Dançamos, flertamos, dançamos, flertamos, dançamos, dançamos...

"Como posso ter o seu amor?" e como resposta o sussurro "Um dia você estará em meus braços e terás todo
meu amor. Hoje, apenas o beijo"

Ó Dama Morte.... Seu beijo de tirar o fôlego, que faz minh'alma sair do corpo... És sorte me apaixonares por ti na flor da idade?

... Continuas a me visitar em segredo, cativa meu coração pr'além do peito... Me diz logo se fica ou se vais!

Ó Dama Morte... Sei que és meretriz dos pensadores solitários e que com todos tu vais a cama! Queria você na minha e de ninguém mais!

O que a Vida pode me dar de melhor se estou apaixonado pela Morte?

Raiva tenho desse cavaleiro estrelado estridente! Que me arrasta sempre para longe da minha amada!

"Cavaleiro! Paradoxo da minha consciência! Não vês que por traz da sua mascara e do seu escudo, tu és também um estandarte da Dama Morte?!"

"Ó homem melancólico! Tu não vês que a vida é curta? Tu tens que viver não para si, mas para outros! Tu só precisas de algo para qual viver"

"Ó cavaleiro do otimismo sem realismo, eis que escolho viver para morrer... E enfim me deitarei com minha Dama que me faz 7 pés acima de ti"

H Oliver ( @HellderX3 )

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A carta



Por: Rodrigo de Moraes Pinheiro
(texto de minha autoria, postado no dia 01 de fevereiro de 2010, no blog http://www.menteintrinseca.blogspot.com/ )

Acordem!
Pra que tanto egoísmo? Pra que valorizar tanto seu próprio ego? Parem de correr atrás de suas próprias vontades! O gostoso da vida é correr atrás da vontade dos outros, enquanto o outro corre atrás da sua vontade.
Troca de carinho é bom, palavras afetuosas são coisas reconfortantes! Por qual motivo se xingam tanto e se humilham entre sí? pra que Tanta depreciação e auto-comiseração? Amem-se, amem aos outros, isso é a coisa mais bela que pode existir na vida de vocês!

Escrevo a vocês desesperado, pois vocês perdem boa parte da vida, pensando nos seus próprios sonhos, e em como conseguir chegar a eles, não se importam com o que está ao lado de vocês, em como suas ações e suas palavras podem machucar, desanimar, até mesmo matar alguém!
Não matem uma amizade em troca de se auto-valorizar, você já tem seu valor! Mas só quem pode mostrar o seu valor são seus amigos, quando te convidam para fazer algo, quando te elogiam, quando te presenteiam, quando gostam de sua companhia, quando se importam com você.... Faça isso pelos outros também. Valorize suas amizades, ame seus amigos!
Suas palavras e ações podem também salvar a vida de alguém, podem animar pessoas, você é influenciador com seu modo de viver, com seu modo de agir.
Ame!
Viva!
Pare de ver as coisas pelo lado ruim, pois tudo tem lado ruim, isso é verdade, porém, da mesma forma, tudo tem lado bom também! A morte de um ente querido por exemplo, pode ser o começo pra uma reconciliação, pode unir famílias separadas, pode transformar a vida de todos os envolvidos...
A vida tem coisas boas e ruins, mas somente as ruins podem ser resignificadas.

Não quero parecer insistente, nem chato a ponto de força-los, e mesmo se eu quisesse eu não conseguiria. Forçar as pessoas não faz parte da minha natureza, também não culpo ninguém. Não quero nem cobra-los de nada, só lhes escrevo porque me entristeço ao ver vocês desperdiçando a melhor parte da vida... 
Esqueci de me apresentar
me chamo AMOR"